MOVIMENTO EMPRESA JUNIOR
Segundo a descrição fornecida pela Brasil Júnior, "empresa júnior é uma associação civil, sem fins econômicos, constituída e gerida exclusivamente por alunos de graduação de estabelecimentos de ensino superior, que presta serviços e desenvolve projetos para empresas, entidades e sociedade em geral, nas suas áreas de atuação, sob a orientação de professores e profissionais especializados". Dentro desta lógica, as empresas juniores funcionam como empresas reais, com seus aparatos administrativos (diretoria executiva, estatuto, regimento interno, planejamento estratégico, etc.), e têm suas gestões independentes da direção de suas respectivas faculdades assim como de qualquer outra entidade acadêmica.
O Movimento Empresa Júnior (MEJ) iniciou-se em 1967, na França, com o objetivo mais circunscrito de realizar estudos de mercado ou enquetes comerciais nas empresas. Rapidamente a idéia se difundiu no meio acadêmico francês, resultando na criação da Confederação Nacional das Empresas Juniores em 1969. Na década de 80, o modelo francês, consolidou-se e começou a se difundir internacionalmente, sendo levado para Suíça, Bélgica, Espanha, EUA e Brasil. Em 1986, havia 99 empresas juniores, 15.000 estudantes envolvidos, 3.000 estudos realizados e um faturamento anual da ordem de 40 milhões de francos. As atividades das empresas, depois de alguns anos, atingiram um crescimento de 50% ao ano, um resultado extraordinário.
As idéias e os conceitos fundamentais do movimento foram trazidos para o Brasil, em 1988, pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Brasileira. As empresas juniores pioneiras no Brasil foram as da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Fundação Getúlio Vargas e Universidade Federal da Bahia. Em termos quantitativos, o movimento brasileiro expandiu-se tanto que de 1988 a 1995, em sete anos, portanto, surgiram 100 empresas, número que foi atingido, no país de origem, em 19 anos, entre 1967 e 1986. Em 1993 foi realizado o primeiro Encontro Nacional de Empresas Juniores.
Atualmente, depois de dezenove anos no país, o MEJ cresceu, profissionalizou-se e amadureceu. Hoje, são mais de 22.000 universitários espalhados em cerca de 700 empresas juniores e realizando mais de 2.000 projetos por ano. No ano de 2010 especificamente, segundo o projeto Censo da Brasil Júnior, cerca de 27.800 empresários juniores estavam espalhados em 169 cursos de 64 Instituições de Ensino Superior, nas cinco regiões brasileiras. Foram realizados, neste ano, 15.500 projetos com um PIB MEJ de R$8.540.000,00.
É importante salientar o caráter voluntário da associação de membros a empresas juniores. O princípio de tais instituições é exclusivamente capacitar seus membros dentro da lógica empreendedora e dentro de suas respectivas áreas, e, portanto, de maneira nenhuma, deve existir remuneração aos membros, sendo todo o investimento de seus clientes revestido em capacitações, gastos com membros e estrutura administrativa da empresa.
No presente documento segue algumas informações básicas sobre os dois principais órgãos representativos do Movimento, no que concerne a Strategos, Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores) e Concentro (Federação das Empresas Juniores do Distrito Federal). Saber tais informações e ser capaz de repassá-las aos membros da empresa é disseminar o movimento e contribuir com seu crescimento. Além disso, o alinhamento e as oportunidades dentro o MEJ só são possíveis quando a EJ está inserida realmente dentro de sua estrutura e estar inserida é, primeiramente, conhecer. Ser um membro do Conselho Diretor e não ser capaz de informar o mínimo a um membro demonstra até falta de interesse junto ao movimento que nos dá a as diretrizes para existência.